13.5.12

..a grande farsa do aquecimento global


PS:. resto por aqui http://www.youtube.com/watch?v=lRpa-DdFS-A

Ps:. e sim, é uma FARSA....que mantém principalmente o continente africano impedido de se desenvolver, de explorar seus recursos...por favor, informem-se

7.5.12

"234 - Consolação de um músico"

"O ouvido dos homens não ouve a música da tua existência; levas para eles uma vida muda, o seu tímpano não distingue nenhuma das finuras da tua melodia. É verdade que não chegas conduzindo uma música militar pela estrada principal, mas nem por isso têm o direito de dizer que a tua vida é falha de música. Que aqueles que têm ouvidos para ouvir, ouçam."

Nietzsche ( Gaia Ciência )

8.4.12

..O Que É Nacional É Bom (I)

Um sistema social é normalmente formalizado por um contrato de associação entre um grupo de individuos.

Esse contrato define as determinações e acções que um grupo de individuos deliberadamente concorda e assume colectivamente.

Essas determinações têm geralmente como elementos aglutinadores a cultura, a língua e uma extensão de território partilhado pelo grupo que formam no seu conjunto aquilo que conhecemos por nações.

Daí que o contrato primeiramente assumido por um individuo seja a certidão de nascimento.

Essa certidão é uma prova artificial (um contrato) que atesta a pertença do individuo ao grupo denominado de nação.

Uma nação é uma organização associativa de natureza artificial, isto porque os elementos que a constituem são em si artificiais.

Para um individuo assumir um lugar nessa organização precisa então de assumir um nome, ao qual é atribuído um estatuto.

Vamos então analisar qual o estatuto do individuo tal como é definido no nosso contrato base como cidadãos de uma nação denominada de Portugal - a Constituição da República Portuguesa.

É preciso ter em consideração, antes de começar, que uma constituição (contrato) é um conjunto de palavras, e que as palavras são apenas referencias a algo - não são algo em si, o que quer dizer que estão sujeitas à interpretação que cada um faz dessa referencia.

1º - Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária.

Logo aqui podemos questionar vários referentes - o que é uma república soberana?

À partida será uma organização autónoma.

Mas Portugal neste momento participa numa outra organização (União Europeia) que tem um órgão legislativo independente que imprime uma moeda comunitária (Banco Central Europeu) ou seja, que determina a dependência monetária de Portugal.

Ou seja, o instrumento de relações comerciais utilizado pelos cidadãos portugueses está fora do alcance da vontade popular dos mesmos. O que confere um estatuto de dignidade humana dependente de algo exterior ao contrato constitucional.

A República Portuguesa é um Estado de direito democrático, baseado na soberania popular, no pluralismo de expressão e organização política democráticas, no respeito e na garantia de efectivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência de poderes, visando a realização da democracia económica, social e cultural e o aprofundamento da democracia participativa.

Este Estado de direito democrático é baseado na soberania popular - mas como já notamos, essa soberania, no que respeita às relações económicas, é uma soberania dependente da vontade de um grupo independente da vontade popular. Vontade essa assegurada pela efectivação dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependencia de poderes...  

E na realidade podemos constatar que há efectivamente uma separação de poderes, que é interdependente, no sentido em que o grupo que tem o poder no controlo do sistema económico só o tem porque é deliberadamente relegado à sua responsabilidade pelo corpo representativo da vontade popular dos portugueses.

A primeira conclusão que retiramos desta análise é que a constituição portuguesa é um documento que garante a soberania popular e sua dignidade humana. O que é preciso é que os humanos que participam dessa organização façam valer por si a sua vontade no cumprimento do contrato que assumiram.

Mas há aqui um grande equivoco que inibe a realização da nossa vontade.

A maioria de nós, por hábito, julga-se português como dado adquirido e como elemento natural do seu ser.

Quando o que acontece é que temos caracteristicas portuguesas porque participamos da cultura portuguesa.

E somos formalmente portugueses devido a um contrato celebrado, apenas.

Alguém leu o contrato que assinou?

Como pode então exercer a sua vontade?

Esta análise é uma tentativa para compreender esse contrato primário que me confere um nome e um estatuto possibilitando assim a minha participação, dentro das suas regras, na organização social que é Portugal.





(...continua...)


por Victor Hugo